Agosto 11, 2008...3:16 am

flash do acordar

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k. sergio gomes

Acordar às 5h20 da manhã é de deixar muita gente de mau-humor. Mas não sou uma dessas. De segunda à sexta, junto com o cantar do galo do vizinho, me ponho de pé. Tomar banho e lavar a cabeça é lei para despertar. 6h30, pela janela do ônibus vejo a cidade abrir os olhos, preguiçosa.

Os raios ainda gelados do sol vão se espreguiçando pelos prédios, pelas pessoas caminhando e pelos carros parados no congestionamento. Num deles estou eu a observar, da privilegiada janela do ônibus executivo com ar-condicionado, todo esse acontecimento.

As pessoas dentro do coletivo aproveitam a lentidão da manhã para completar as horas mal dormidas à noite. Enquanto eu aproveito a janela para ver o espetáculo.

É divertido ver transeuntes caminhando com seus cachorros, que querem fazer xixi em todos os postes; duplas fazendo cooper nas calçadas ainda não movimentadas; padarias e bares de esquinas abrindo as portas para servir o café da manhã para os que já caminham atrasados de salto alto e terno, e pedem o pingado e o pão na chapa com pressa.

Os primeiros “bom dia” vêm acompanhado das buzinas. E aos poucos tudo que parecia estar em slow motion passa a ser comandado pela tecla fast forward. Os tropeços, entre quem corre para bater no horário o cartão de ponto e os que estão voltando para casa depois do cooper ou do passeio com o cão, se tornam inevitáveis. E tudo que era calmo… “Ei, presta a atenção por onde anda!”

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